Todas as organizações, do ponto de vista de uma formatação sistêmica simplificada, são compostas de Pessoas, Processos e Resultados. Sendo assim, com intuito de obtenção de melhores e constantes “Resultados”, as “Pessoas” são os atores principais dos diversos “Processos” dinâmicos existentes e para que sua participação nesse tripé dinâmico seja realmente eficiente, essas pessoas devem ser treinadas, cuidadas e estimuladas a partir de técnicas especificas e padrões bem elaborados, que serão parte da garantia da preservação da sua segurança e saúde ocupacional. Essa garantia é oferecida e efetivamente alcançada quando da existência de um gerenciamento eficaz de todos os aspectos que envolvem os referidos processos.
Dentro da dinâmica operacional que acontece diariamente nos ambientes de trabalho, é que moram os “perigos” e os “riscos”. Nesse cenário é fundamental a identificação sistematizada dos riscos ocupacionais existentes, pois os mesmos estão presentes em qualquer tipo de organização. Conforme a ABNT NBR ISO/IEC 31010, todas as atividades de uma organização envolvem riscos e devem ser gerenciados. A gestão dos riscos irá auxiliar imediatamente em melhores tomadas de decisões das organizações, no que se refere a Segurança e Saúde do Trabalho – SST. Segundo Joubert Junior e André Benatti o sucesso de uma gestão de risco depende diretamente do processo de avaliação dos riscos. Esses riscos são analisados a partir de suas consequências e da probabilidade de que ocorram, proporcionando as decisões necessárias de ações para neutralização, eliminação ou seu controle. Toda boa avaliação de risco seguirá uma formatação lógica conforme figura abaixo.
O processo de avaliação de riscos fornece aos gestores o entendimento refinado dos perigos que podem afetar os objetivos das empresas, que são os seus resultados. Normalmente as avaliações requer uma abordagem multidisciplinar, uma vez que os riscos podem abranger uma ampla gama de causas e consequências. Existem vários métodos de avaliação de risco, e a organização é responsável por definir aquele que melhor se adequa às características de seus processos. Mas independente dos métodos, questões fundamentais precisam ser respondidas. Conforme a ABNT NBR ISO/IEC 31010. A avaliação de risco busca responder certas perguntas para que seja possível a compreensão das situações reais de riscos que devem ser gerenciados como:
As avaliações de risco são entendidas inevitavelmente a partir da exposição do trabalhador ao agente agressivo existente no ambiente de trabalho, todos os riscos devem ser avaliados partindo das suas causas, formas de ameaça, consequências e probabilidades de ocorrências. Conforme a Norma Regulamentadora NR-09 as avaliações dessas exposições devem ser precedidas de uma análise preliminar das atividades de trabalho e também de dados históricos disponíveis relativos aos agentes agressivos existentes, pois estes são fatores fundamentais na determinação de adoção de medidas de prevenção e a necessidade da realização de avaliações qualitativas ou quantitativas. As avaliações qualitativas definem consequências, probabilidades e níveis de riscos por significância: Alto, médio e baixo, já as avaliações quantitativas estima valores práticos para consequências e as probabilidades de ocorrência, além de produzir valores que apontam os níveis de riscos nas unidades de trabalho. A intenção imediata desse artigo não é determinar qual tipo de avaliação é melhor, se a qualitativa ou quantitativa, mas, quais os resultados fornecidos a partir de uma avaliação quantitativa em conformidade com a Norma Regulamentadora NR-09, quando necessária a ser realizada.
Quando consideramos aspectos prevencionistas de Segurança e Saúde Ocupacional, a finalidade de uma avaliação de agentes agressivos é fornecer dados baseados em evidencias e análise, sendo assim, do ponto de vista da Norma Regulamentadora NR-09 as avaliações quantitativa quando necessária, deverão ser realizadas objetivando proporcionar respostas e subsidio para pontos como:
– Comprovação da exposição ocupacional aos agentes agressivos: Isso permitirá o melhor entendimento dos riscos e o potencial de impacto sobre a organização, além de comunicar a todos os expostos os riscos e incertezas;
– Controle da exposição ocupacional dos agentes agressivos: Permite a identificação dos principais fatores que contribuem para os riscos e os elos frágeis nas organizações;
– Dimensionamento das exposições ocupacionais: Serão dados que contribuirão para o melhor entendimento dos riscos a fim de auxiliar na seleção das diferentes e possíveis formas de opções de tratamento desses riscos; também auxiliará no estabelecimento de prioridades; além de fornecer informações que ajudarão na avaliação da conveniência da aceitação de riscos quando comparados a critérios predefinidos;
– Subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção: Atendimento aos requisitos regulatórios; contribuição para a prevenção de incidentes com base em investigações pós-incidentes; fornecimento de informações aos tomadores de decisão, principalmente para planejamento de investimentos futuros.
Mesmo considerando que os resultados das avaliações quantitativas devem ser parte integrante e importante do inventario de riscos do PGR, é necessário compreender que as mesmas não são feitas apenas para manter uma documentação técnica atualizada, mas deverá ser considerado a sua abrangência e interferência direta nas politicas organizacionais bem como as condições ambientais em que estão inseridas os trabalhadores. Segundo Joubert Junior e André Benatti a gestão e análise eficiente dos riscos permitirão que a organização desenvolva uma visão de investimento imediato e futuro atrelado a seu planejamento financeiro, projetando inclusive possíveis gastos indenizatórios.
Engo. Wilson Borges
CEO da PWB Engenharia; Engenheiro Ambiental e Tec. de Segurança do Trabalho
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